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Consultas de vigilância de crianças e adolescentes

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Consultas de vigilância de crianças e adolescentes
28 de junho de 2022 Em: Saúde Saúde Infantil

A importância de um acompanhamento e vigilância regular de saúde desde o nascimento do bebé até aos 18 anos de idade tem vindo a aumentar nos últimos anos e a revelar-se um recurso valioso na prevenção de futuros problemas e na promoção da saúde de crianças e adolescentes.

O Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil é um programa de vigilância de saúde da DGS, que se encontra em vigor desde junho de 2013 e define a calendarização das consultas em idades-chave e os seus principais objetivos. A aplicação sistemática deste programa, pelas diferentes instituições de saúde (Unidades de Saúde Pública, Centros de Saúde, Unidades de Saúde Familiares e Unidades de Cuidados na Comunidade) e o empenho dos diferentes profissionais de saúde, tem garantido cuidados de saúde adequados e eficazes este grupo etário em específico.

Quais são os objetivos das consultas de vigilância de crianças e adolescentes?

  • Avaliação do crescimento e desenvolvimento da criança e o seu registo nos boletins e plataformas especificas;
  • Estímulo de comportamentos promotores de saúde (promoção de comportamentos alimentares equilibrados e da prática regular de exercício físico, entre outros);
  • Promoção do aleitamento materno, da vacinação (conforme o Plano Nacional de Vacinação) e da saúde oral;
  • Prevenção de perturbações emocionais e alterações do comportamento, de possíveis maus-tratos e abusos, de consumos nocivos e de acidentes e intoxicações;
  • Deteção precoce e encaminhamento de situações que possam comprometer a saúde e a qualidade de vida (doenças congénitas – doença luxante da anca, cardiopatias congénitas, testículo(s) não descido(s), perturbações da visão, audição e linguagem, perturbações do desenvolvimento estaturo-ponderal e psicomotor, problemas dentários, alterações neurológicas, alterações do comportamento e do foro emocional e relacional);
  • Proporcionar o apoio necessário em situações de deficiência/doença crónica promovendo a eficaz articulação com os vários intervenientes na prestação de cuidados a estas crianças;
  • Identificação, apoio e orientação de crianças e famílias vítimas de maus tratos e de violência (negligência, maus tratos físicos, psicológicos, abuso sexual, bullying, entre outros);
  • Promoção do desenvolvimento pessoal e social e a autodeterminação das crianças e dos jovens;
  • Apoiar e estimular o desempenho adequado das responsabilidades parentais.

Quais são os momentos de consulta vigilância de crianças e adolescentes recomendados?

Anos de VidaConsultas de Vigilância no Centro de Saúde
Primeiro ano de vida
(do nascimento até aos 11 meses)
1ª consulta (até aos 15 dias de vida podendo ir até aos 28 dias);
2ª consulta (1 mês de vida);
3ª consulta (2 meses);
4ª consulta (4 meses);
5ª consulta (6 meses);
6ª consulta (9 meses).
Segundo ano de vida
(dos 12 aos 24 meses)
7ª consulta (12 meses);
8ª consulta (15 meses);
9ª consulta (18 meses);
10ª consulta (24 meses).
Terceiro ano de vida e seguintes
(dos 25 meses até aos 18 anos)
11ª consulta (aos 3 anos);
12ª consulta (durante os 4 anos);
13ª consulta (durante os 5 anos);
14ª consulta (entre os 6 e os 7 anos);
15ª consulta (durante os 8 anos);
16ª consulta (durante os 10 anos);
17ª consulta (entre os 12 e os 13 anos);
18ª consulta (entre os 15 e os 18 anos).
Momentos de consultas de vigilância de crianças e adolescentes recomendados pela DGS

Estas consultas não são rígidas e devem sempre adequar-se a situações particulares. Estas podem ser marcadas junto das unidades de saúde e serão realizadas pelo médico e enfermeiro de família podendo existir a intervenção de outros profissionais de saúde em determinadas consultas e/ou quando necessário.

Em todas as consultas, os profissionais devem avaliar as preocupações dos pais ou do próprio, no que diz respeito à saúde, as intercorrências desde as consultas anteriores, o cumprimento de medicação ou outros tratamentos em curso, a frequência e a adaptação ao infantário, ama, ATL (Atividades de Tempos Livres) e escola, os hábitos alimentares, a prática de atividades desportivas, culturais e ocupação de tempos livres e o cumprimento do calendário de vacinação.

São também realizadas ações tendo em vista a caracterização dos aspetos relacionais e a deteção precoce de situações rastreáveis, incluindo alterações do comportamento. Aspetos relacionados com a família e a parentalidade são também observados e despistados, começando imediatamente no pós-parto (deteção precoce de depressão pós-parto, p.ex.).

Estes são apenas alguns exemplos do que as consultas de saúde Infantil e Juvenil abordam, sendo muito mais específicas consoante as idades e tocando nos assuntos mais pertinentes em cada momento-chave do desenvolvimento da criança.

Qualquer dúvida deverá entrar sempre em contacto com o seu médico e enfermeiro de família.

Bibliografia

  1. Direção Geral da Saúde. Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil. DGS. Lisboa, 2013. Disponível aqui.
  2. Silva J, et al. Manual de Saúde Infantil e Juvenil. Centro Hospitalar Entre o Douro e Vouga, ACES Espinho-Gaia, USF Nova Via. 2018. Disponível aqui.
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